Taxas de juro, depósitos e crédito em 2025 o retrato financeiro traçado pelo Banco de Portugal
Maxfinance Presidente
Maxfinance Presidente
Com 2026 já em curso, muitas famílias portuguesas procuram formas de organizar melhor o orçamento, poupar com maior consistência e ganhar estabilidade financeira ao longo do ano. Este artigo reúne orientações práticas, enquadradas na realidade fiscal atual, para ajudar a transformar intenções em hábitos financeiros mais conscientes e sustentáveis.

Taxas de juro, depósitos e crédito em 2025: o retrato financeiro traçado pelo Banco de Portugal.

O ano de 2025 marcou um ponto de viragem no sistema financeiro português. A descida das taxas de juro, aliada a um crescimento expressivo do crédito — em especial no crédito à habitação — e a volumes recorde de depósitos, revela um contexto económico mais favorável para decisões financeiras estruturadas e planeadas.

Com base nas estatísticas oficiais divulgadas pelo Banco de Portugal, analisamos os principais movimentos nos depósitosempréstimos a particularescrédito à habitação e financiamento às empresas, destacando o que estes dados significam na prática.

Depósitos de particulares: menos remuneração, mais poupança aplicada.

A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares registou uma descida significativa ao longo de 2025, passando de 2,16% para 1,36%, uma redução de 0,80 pontos percentuais.

Apesar da queda das taxas, o montante aplicado em novos depósitos atingiu 144,3 mil milhões de euros, o valor anual mais elevado desde 2003. Este comportamento indica que, mesmo com menor remuneração, as famílias continuaram a privilegiar a poupança e a segurança.

Preferência clara por prazos curtos nos depósitos.

A esmagadora maioria dos novos depósitos de particulares foi contratada com prazos até 1 ano, representando 95% do total em 2025. Os depósitos com prazos superiores mantiveram um peso residual.

A descida das taxas foi transversal a todos os prazos, mas mais acentuada nos depósitos de curto prazo, refletindo a adaptação dos bancos ao novo contexto monetário.

Portugal abaixo da média da área do euro nos depósitos.

Em termos comparativos, Portugal registou uma das maiores reduções das taxas de juro dos depósitos de particulares na área do euro em 2025. No final do ano, o país posicionava-se entre os mercados com menor remuneração média, mantendo-se abaixo da média europeia.

Depósitos de empresas: volumes em alta, taxas em queda.

Também no segmento empresarial se verificou uma redução expressiva das taxas. A taxa média dos novos depósitos a prazo de empresas desceu para 1,73%, menos 0,92 pp do que em 2024.

Ainda assim, o volume de novas aplicações cresceu de forma significativa, totalizando 111,1 mil milhões de euros, com forte concentração em depósitos até 1 ano.

Crédito a particulares atinge máximo histórico.

O crédito concedido a particulares atingiu em 2025 um novo máximo histórico. As novas operações totalizaram 39,3 mil milhões de euros, refletindo um crescimento expressivo face a 2024.

Este valor inclui tanto novos contratos como renegociações, sendo que os novos contratos representaram 85% do total, sinal de renovada procura por financiamento.

Crédito à habitação: crescimento impulsionado pelos jovens.

O grande motor do crédito em 2025 foi o crédito à habitação. Os novos contratos totalizaram 23,3 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde 2014.

Um dado particularmente relevante é o peso dos jovens até aos 35 anos, que representaram 60% do montante contratado para aquisição de habitação própria permanente. Este dinamismo está diretamente associado às medidas públicas de apoio à habitação jovem introduzidas a partir de 2024.

Menos renegociações, mais contratos novos.

Em paralelo com o aumento dos novos contratos, as renegociações de crédito diminuíram para 5,9 mil milhões de euros, representando apenas 19% das novas operações de crédito à habitação, quando em 2024 esse peso era de 29%.

Taxas de juro da habitação em trajetória descendente.

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação desceu de 3,20% para 2,84% em 2025. Esta redução verificou-se tanto nos novos contratos como nos contratos renegociados.

Portugal terminou o ano com uma das taxas mais baixas da área do euro, posicionando-se claramente abaixo da média europeia.

Taxa mista continua a dominar o mercado.

A maioria dos créditos à habitação continuou a ser contratada a taxa mista, representando 72% das novas operações em 2025. Este tipo de taxa combina um período inicial de estabilidade com posterior indexação variável.

Evolução das taxas por tipo: comportamentos distintos.

Em 2025:

  • taxa variável registou a maior descida;
  • taxa mista acompanhou a tendência de redução;
  • taxa fixa aumentou ligeiramente, refletindo maior custo associado à estabilidade total.

Prestação média mensal desce, mas de forma moderada.

A descida das taxas de juro traduziu-se numa redução da prestação média mensal do crédito à habitação, que passou de 423€ para 418€. Nos contratos já existentes, a redução foi mais expressiva, mas o efeito foi parcialmente compensado pela entrada de novos contratos com valores médios mais elevados.

Amortizações antecipadas continuam elevadas

Em 2025, as amortizações antecipadas de crédito à habitação mantiveram-se em níveis elevados, totalizando 8,0 mil milhões de euros, ainda que abaixo do valor registado em 2024.

As amortizações totais continuaram a representar a maioria das operações, refletindo estratégias ativas de gestão da dívida por parte das famílias.

O que nos dizem estes dados?

Os números de 2025 confirmam:

  • Um ambiente mais favorável ao crédito, sobretudo na habitação;
  • Um crescimento sólido da procura, impulsionado por jovens e por políticas públicas;
  • A importância crescente de decisões financeiras bem acompanhadas, num contexto de taxas em descida mas com grande diversidade de soluções.

É neste enquadramento que o papel de intermediários de crédito especializados, como a Maxfinance Presidente, se revela decisivo para ajudar famílias e empresas a escolherem as melhores condições, com informação clara, comparação rigorosa e acompanhamento personalizado.

Partilhar
Twittar
Informar
Enviar

Artigos Relacionados

Ter ajuda no crédito não é um custo É uma vantagem
Comprar Casa

Ter ajuda no crédito não é um custo. É uma vantagem.

Muitas pessoas acreditam que recorrer a apoio especializado no crédito habitação tem custos acrescidos, quando, na realidade, pode representar uma vantagem decisiva. Neste artigo explicamos por que ter a ajuda de um intermediário de crédito permite tomar decisões mais informadas, seguras e ajustadas, sem qualquer custo para o cliente.

Ler mais

Crédito Pessoal

Aquisição de Bens ou Serviços

Crédito Pessoal

Consolidação de Créditos