Taxa de juros fixa ou variável: Vantagens e Desvantagens

Tenha sempre em atenção que ao optar entre uma taxa fixa ou variável deverá requer sempre uma prévia analisa dos riscos de cada uma delas.

Quando falamos de créditos, estes estão sempre associados a taxas de juros e é sempre muito importante considerar as várias opções que existem. Assim se tiver a necessidade de contratar um crédito à habitação ou renegociar um empréstimo que tem junto do seu banco deverá considerar as várias opções de taxa de juro. Estas opções podem variar entre taxas fixas ou taxas variáveis. Depois no momento da decisão e após ter toda a informação, deverá no momento de decidir se pretende uma taxa fixa ou variável para o seu crédito pesar os prós e os contras de cada uma das opções.

Estamos numa fase em que a taxa de juro diretora, fixada pelo Banco Central Europeu (BCE), está a aumentar. Esta subida terá impacto na taxa de juro Euribor que é utilizada como referência pela maioria das instituições financeiras a operar em Portugal. Saiba que os juros dos empréstimos para crédito à habitação estão habitualmente indexados à taxa Euribor.

Esta variação da taxa Euribor, significa que ao variar para cima ou para baixo, a sua prestação varia também na proporção. E estando a subir, as famílias com créditos à habitação com taxa variável indexadas à Euribor a três, seis ou doze meses irão sentir um aumento na prestação da sua casa. Por outro lado as famílias que optaram por taxa fixa vão continuar a pagar o mesmo que anteriormente.

Falamos neste artigo sobre as principais vantagens e desvantagens de optar por uma taxa fixa ou variável.

1. Quais as diferenças entre as taxas de juro fixa e variável?

Quando está a contratar ou renegociar um crédito à habitação a escolha d e uma taxa de juro fixa ou variável é provavelmente uma das mais importantes decisões que tem de tomar. De acordo com a indicações do Banco de Portugal, a maioria dos empréstimos feitos em Portugal, tem taxa de juro variável.

Taxa de juro variável

A taxa de juro variável resulta da soma do indexante ou taxa de referência (Euribor) e o spread (o lucro do banco). Quando estiver a negociar o contrato de empréstimo, poderá escolher a indexação ( sendo as mais comuns as de três ou seis meses). Significa que de três em três meses ou de seis em seis meses a taxa de juro do empréstimo será revista de acordo com a evolução da taxa em vigor, estando assim exposta a aumentar, diminuir ou manter-se durante os próximos três ou seis meses.

A outra componente da taxa de juro a considerar é o spread. Este é definido pela instituição de crédito com que está a negociar de acordo com o risco de crédito do cliente oferece à instituição, garantias do empréstimo e o valor do imóvel. É comum, o spread baixar ao fazer a aquisição de outros produtos ou serviços financeiros junto da instituição bancária.

Taxa de juro fixa

Tal como o nome indica, a taxa de juro fixa, irá manter-se inalterada durante o período acordado com a instituição de crédito. Não estando exposta às flutuações das taxas de juro – nomeadamente a Euribor – desta forma o valor da prestação que paga mensalmente ao banco não se irá alterar.

Normalmente, uma prestação de um empréstimo com uma taxa de juro fixa é mais elevada do que uma prestação indexada à Euribor, isto acontece porque o cliente está a pagar pela segurança de não ver a sua prestação aumentada. Assim, se a Euribor aumentar ou baixar, a prestação não sofrerá alterações.

Verifica-se que o valor da taxa de juro fixa é definido com referência à taxa fixa praticada no mercado interbancário, a taxa swap.

Qual a melhor opção: escolher a taxa fixa ou taxa variável?

Ambas têm pontos fortes e fracos. Com a taxa variável (mais usada em Portugal), enquanto a taxa de juro Euribor se mantiver em baixa a prestação irá manter-se baixa. Mas, aunado começar a subir, já sabe é a sua prestação mensal irá acompanhar a tendência de subida.

Há poucos anos, com a crise provocada pelo mercado subprime nos EUA, em 2008 as taxas de juro, incluindo a Euribor, subiram exponencialmente, levando ao aumento substancial das prestações de crédito à habitação, o que afetou de forma muito dolorosa muitas famílias também em Portugal.

Verifica-se em função da inflação uma tendência para a subida das taxas de juro e, embora os peritos avancem, que a taxa Euribor não supere o 1% nos próximos anos, a instabilidade internacional criada pela guerra entre a Ucrânia e Russia, pode trazer maiores surpresas.

Lembre-se que a taxa fixa é normalmente mais elevada do que a taxa variável, mas olhando para o futuro, poderá trazer algumas vantagens mudar. Neste momento as taxas estão baixas, mas a subir e poderá ser o momento ideal para optar pela taxa fixa.

Fatores a considerar quando pondera alterar a taxa de juro escolhida?

Sendo uma decisão a tomar no seio da família, deverá ser tomado em conta certas variáveis, em particular o rendimento disponível e o esforço para contemplar um aumento na prestação.

Já sabemos que a taxa fixa será uma segurança caso a Euribor suba muito. Caso isso se verifique a prestação poderá inclusivamente ficar mais baixa do que empréstimos variáveis semelhantes indexados.

Caso pretenda futuramente amortizar o seu empréstimo, também deverá considerar que as comissões de amortização antecipada, normalmente são mais elevadas cerca de 4 vezes, no caso da taxa fixa (2%) do que com uma taxa variável (0,50%).

Outro fator a ter em conta: normalmente mudar de taxa variável para taxa fixa é simples, já o seu contrário é mais difícil.

Fale com o seu banco, peça simulações, ou poderá aconselhar-se com os intermediários de crédito da MaxFinance Presidente, que irão ajudar a tomar uma decisão informada. Os nossos consultores e especialistas na intermediação de crédito irão analisar o mercado financeiro e apresentar-lhe as condições mais vantajosas quer para novos créditos à habitação quer na renegociação desses créditos, além de conhecerem o mercado como ninguém.

Veja ainda: Sabe o que é e o que faz um intermediário de crédito?

Partilhar
Twittar
Informar
Enviar

Artigos Relacionados